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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Chevrolet Opala

Para aqueles que conhecem, é inegável a presença dos Opalões 6 'bocas'. Para os que não tiveram a oportunidade de conhecer ou possuir um, fica a memória do carro que revolucionou a indústria automobilística brasileira, o CHEVROLET OPALA.

O Salão do Automóvel de 1968 foi a vitrine escolhida para lançar o projeto 676. O Chevrolet Opala, veículo inovador para a época, representava o início da produção de automóveis pela General Motors do Brasil.

Dois anos de desenvolvimento, baseados no projeto alemão, 500 mil quilômetros rodados, foram componentes fundamentais para a construção da fama que o Chevrolet Opala possui até hoje: Conforto, Qualidade, extrema Durabilidade e Robustez Mecânica Inigualável.



Durante todos os anos de produção ininterrupta, o Opala foi conquistando milhares de consumidores e conseguindo o que poucos automóveis costumam fazer: Conquistar confiança e respeito e tornar centenas de proprietários em verdadeiros fãs. A marca Chevrolet deve muito ao Opala, fundamental para a excelente fama que possui hoje. Cada vez mais confortável e potente, o Opala é único...

É para isso que estamos aqui: mostrar a você o que foi e o que é o CHEVROLET Opala, certamente o melhor carro construído no Brasil.

Seu projeto (chamado de projeto 676) demorou cerca de dois anos, sendo finalmente apresentado na abertura do VI Salão do Automóvel de São Paulo, num sábado, dia 19 de Novembro de 1968, já como linha 1969. A fórmula do Opala combinava a carroceria alemã do Opel Rekord C / Opel Commodore A, fabricado de 1966 a 1971, à mecânica norte-americana do Chevrolet Impala. E ao longo de seus 23 anos e cinco meses de produção contínua, passou por diversos aprimoramentos mecânicos e modificações estéticas, sendo fabricado na cidade paulista de São Caetano do Sul, localizada na Região Metropolitana de São Paulo, até ao dia 16 de Abril de 1992, uma quinta-feira.
Durante o período em que esteve em produção, foram oferecidas paralelamente duas opções de motores ao Opala: 4 ou 6 cilindros, tanto para as versões básicas, quanto luxuosas ou esportivas. Todos os motores usados no Opala foram derivados de motores da Chevrolet Norte-Americana.
Essa mistura, onde combinava-se um motor americano a uma carroceria alemã, curiosamente resultou na peculiaridade de conviverem no mesmo projeto componentes com especificações técnicas baseadas no sistema de medidas Inglês, nos componentes do motor e transmissão, e no sistema métrico usado na Alemanha e no Brasil nas demais partes do veículo.
Dentre as qualidades do Opala, é notável o acerto dos freios, direção, velocidade e suspensão bastante equilibradas, aliado a isto, o conforto de um carro potente e com bastante torque, o que resulta em saídas rápidas e muita força em subidas de serra e ultrapassagens mais que seguras na estrada. Apesar do tamanho, é um veículo fácil de conduzir na cidade. Porém na época do seu lançamento, o carro foi criticado por seu acabamento inferior em relação ao seus "irmãos" americanos.
Graças a suas características positivas, o Opala foi eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano de 1972.
O Opala SS foi lançado em 1971, para disputar o mercado de carros esportivos, e vinha com um acabamento completo e esportivo como volante 3-raios, bancos individuais, câmbio de 4 marchas no assoalho, rodas esportivas, faixas na pintura, e o motor 4100 6 cilindros, o maior motor, feito pela GMB (General Motors do Brasil). Apesar de seu grande sucesso, a Chrysler do Brasil, lancçou o Dodge Charger R/T com o V8 318 5.2, e a Ford o Ford Maverick GT V8 302, o que acabou ofuscando o brilho Chevy Opala SS até 1975.
Em 1976 estrelava o motor de competição 250/S com tuchos mecânicos (apenas neste ano), e taxa de compressão elevada, o que levou a testes da revista 4 Rodas a elegerem o carro mais veloz do Brasil com 189 km/h superando o modelo Dodge Charger da Chrysler e o Maverick da Ford.
A versão SS foi oferecida com 4 portas somente em 1971, no ano seguinte, com 2 portas somente. Em 1974 ganhou a opção do motor 2.5 quatro cilindros, que durou até 1980.
Caravan SS 1978

Em 1975, a linha Opala (que recebia uma reestilização mais abrangente) ganhava a versão Station Wagon chamada Caravan.
Desenvolvida a partir da carroceria da Opel Rekord C Caravan, trazia grande espaço para bagagem, com as mesmas opções de motores que equiparam as versões sedã e cupê, inclusive a versão Caravan SS, onde havia a opção dos motores 250-S e 151-S.
Para o ano de 1980 o Opala passou por uma forte mudança de estilo a fim de se adequar à moda das formas retangulares dos carros nos anos 80. Um novo desenho da frente e da traseira, com faróis e lanternas retangulares, embora a parte central da carroceria fosse mantida igual. Em 1981 mudava por dentro, ganhando um novo painel de instrumentos. A partir daí, seguiram alguns retoques em detalhes estéticos e aprimoramentos mecânicos até o fim da sua produção.
Em 1980 também surgiria a famosa versão topo-de-linha Diplomata, onde um pacote de itens de luxo equiparia a toda a família Opala. Dentre os principais requintes, ressaltam-se o ar condicionado com saída para os passageiros no banco traseiro e ar quente. a partir de 1985, recebia vidros elétricos, antena elétrica, retrovisores elétricos, porta malas com acionamento elétrico, travas elétricas, volante com regulagem de altura, dentre inúmeros recursos que o mantinha no topo da linha da GM brasileira .

O Opala é um veículo bastante luxuoso, com mecânica extremamente confiável e um excelente desempenho. Tornou-se objeto de desejo de muitas pessoas, sendo um dos mais cultuados automóveis brasileiros de sua época. São inúmeras as aparições de diversos Opalas em Filmes, Novelas, Livros e Músicas.O último exemplar do Opala foi fabricado no dia 16 de abril de 1992, quando foi produzido o Opala de número 1 milhão. À ocasião de seu encerramento, mobilizou vários entusiastas e fãs do automóvel a sair em carreata nos arredores da fábrica em São Caetano do Sul.Uma série limitada especial do encerramento da produção do Opala foi batizada '''Diplomata Collectors'''. Os últimos 100 Opalas produzidos levam este nome e traziam um VHS sobre a história do Opala, foram fabricados em apenas 3 cores : Azul Millos, Preto Memhpis e Vermelho Ciprius, também eram acompanhados de chaves douradas e um certificado assinado pelo presidente da GM do Brasil.O último Opala fabricado, um modelo Diplomata cor Azul Millos, foi cedido pela Chevrolet para o acervo de exposição do Museu da Tecnologia da ULBRA em Canoas, Rio Grande do Sul. O último 'Collector' fabricado que está em circulação atualmente, encontra-se com um membro do Fórum Opaleiros do Paraná, fabricado em 16 de abril 1992 e possui cor Vermelho Ciprius. O último exemplar fabricado da Caravan (também em 16 de abril de 1992) foi um modelo SL ambulância. A partir daí, o Opala teve como sucessor o Chevrolet Omega (fabricado no Brasil de 1992 a 1998), e a Caravan teve como sucessora a Chevrolet Omega Suprema (fabricada no Brasil de 1993 a 1996). Atualmente o Omega está em sua 3ª geração, sendo importado da Austrália.





Opala 4 cilindros

Odometro do Opala
Aos primeiros anos do Opala, o motor quatro cilindros de 2509 cm³ (153 pol³) basicamente era uma versão 4 cilindros do Stovebolt Americano. Originalmente desenvolvido para equipar a linha básica do Chevrolet Nova de 1961.
Em 1974, com o objetivo de conferir maior suavidade ao Opala, o motor 4 cilindros recebeu alguns aperfeiçoamentos, a saber: aumento do diâmetro dos cilindros, com pistões mais leves, bielas mais longas, virabrequim com menor curso, e volante com maior massa. Com isso, a cilindrada foi ligeiramente reduzida para 2455 cm³ (151 pol³), embora ganhava-se grande suavidade no funcionamento, permitindo-se regimes de rotação mais elevados.
Este motor ainda passou por mais alguns refinamentos, caracterizando-o como 151-S, com novo coletor de admissão de alumínio, carburador de corpo duplo, e a elevação da taxa de compressão. Essas alterações visaram tornar o motor mais eficiente e econômico, na opção S.
Também foi oferecida a opção do álcool como combustível, um biocombustível de menor poder calórico, mas que produz mais potência que a gasolina por aceitar uma taxa de compressão mais elevada, além de ser menos poluente. Com isso, os Opalas 4 cilindros a álcool obtiveram acelerações mais rápidas e velocidade final consideravelmente superiores aos modelos a gasolina.
Para manter uma distinção entre as séries de motores, a GM tinha por costume aplicar uma pintura de diferentes cores aos motores em determinadas épocas, como o verde, que indicava que o motor era o 151S com carburação Weber 446 com corpo duplo, o azul, que indicava o motor 151 com carburador Solex H40 de corpo simples, e o amarelo, que indicava o motor a álcool com carburador Solex H34 de duplo estágio.
Os motores 4 cilindros dos Opalas são reconhecidos pelo torque, robustez, durabilidade, potencia condizente a que se propõe e com poucas modificações obtém-se elevada potência.

Opala 6 cilindros

O motor de seis cilindros de 3.8 L (230 pol³) utilizado no Opala deriva da 3a geração do veterano Stovebolt. Tinha por características um bloco leve, e sete mancais no eixo virabrequim. Originalmente destinava-se a alguns modelos da GM Americana, dentre eles: Chevrolet Nova, Impala, Chevelle, Camaro, e alguns utilitários leves.
No Brasil, este motor seguiu passando por várias atualizações e inúmeros aperfeiçoamentos, inclusive após o encerramento da produção do Opala.
Logo em 1970, adotou virabrequim de curso aumentado, elevando seu deslocamento para 4.1 L (250 pol³). Posteriormente, ao longo do tempo, recebeu pistões mais leves, bielas mais longas. E nos demais veículos posteriores, injeção multiponto .
Para manter a concorrência com o Ford Maverick Quadrijet, a Chevrolet desenvolveu em 1974, o famoso motor 250-S, onde uma preparação mais agressiva era conferida ao motor 4100: Tuchos mecânicos, carburador duplo, comando de válvulas com maior duração de abertura, lobe center de 109° e levante de 6,5mm e taxa de compressão mais elevada. Com este novo ajuste, a potência saltou de 115 para 153 cv líquidos — uma sensível melhora da performance.
Oferecido opcionalmente, este 250-S mais agressivo foi homologado para a antiga Divisão 1 da CBA, com taxa de compressão 9,2:1. Havia versões mais comuns do 250 com taxa de compressão de 7,8:1 e 8,5:1, e potências líquidas entre 127 cv a 151 cv, respectivamente, mas todos poderiam ser vendidas normalmente ao público em concessionárias GM!
Este motor e suas variantes, equiparam também o Chevrolet Omega, os utilitários Chevrolet Bonanza, Chevrolet Veraneio, as pick-ups Chevrolet A20, Chevrolet C20 e Chevrolet Silverado, e alguns utilitários pesados, como o caminhão A60, conhecido como "canavieiro", neste último com capacidade cúbica elevada para 4.8L.

Desempenho dos Modelos

Opala 250-L

Opala 2500 - 1969

Combustível: Gasolina
Número de Cilindros: 4 em linha, 8 válvulas
Cilindrada: 2507 cm3
Taxa de Compressão: 7,0:1
Potência máxima liquida: 78 cv a 3800 rpm (potência líquida)
Torque máximo liquida: 15,1 kgfm a 2400 rpm (torque líquido)
Velocidade máxima: 153,4 km/h reais
Aceleração 0–100 km/h: 14,3 sec
Peso: 1040 kg
  • Dados de desempenho da Revista 4Rodas - abril de 1969

Opala 3800 - 1969

Combustível: Gasolina
Número de Cilindros: 6 em linha, 12 válvulas
Cilindrada: 3770 cm3
Taxa de Compressão: 7,0:1
Potência máxima liquida: 118 cv a 3800 rpm (Potência líquída)
Torque máximo liquida: 25,2 kgfm a 2400 rpm (Torque líquído)
Velocidade máxima: 168,8 km/h reais
Aceleração 0–100 km/h: 13,1sec
Peso: 1125 kg
  • Dados de desempenho da Revista 4 Rodas - dezembro de 1968

Opala 4100 - 1971

Combustível: Gasolina
Número de Cilindros: 6 em linha, 12 válvulas
Cilindrada: 4093 cm3
Taxa de Compressão: 7,0:1
Potência máxima liquida: 126 cv a 3800 rpm (Potência líquida)
Torque máximo liquida: 26 kgfm a 2400 rpm (torque líquido)
Velocidade máxima: 169,4 km/h reais
Aceleração 0–100 km/h: 12,4 sec
Peso: 1100 kg
  • Dados do motor retirados do manual do proprietário
  • Dados de desempenho da Revista 4Rodas - setembro de 1971

Motor 2500 - 1974

Combustível: Gasolina
Número de Cilindros: 4 em linha, 8 válvulas
Cilindrada: 2474 cm3
Taxa de Compressão: 7,0:1
Potência máxima liquida: 79 cv a 4400 rpm (potência líquida)
Torque máximo liquida: 16,1 kgfm a 2400 rpm (torque líquido)
Velocidade máxima: 158,1 km/h reais
Aceleração 0–100 km/h: 14,5 sec
Peso: 1100 kg
  • Dados do motor retirados do manual do proprietário
  • Dados de desempenho da revista 4Rodas - setembro de 1973

Motor 2500 - 1974 (Opala SS)

Combustível: Gasolina
Número de Cilindros: 4 em linha, 8 válvulas
Cilindrada: ?? cm3
Taxa de Compressão: 7,0:1
Potência máxima liquida: 86 cv a 4600 rpm (potência líquida)
Torque máximo liquida: 18,6 kgfm a 2600 rpm (torque líquido)
Velocidade máxima: 168,1 km/h reais
Aceleração 0–100 km/h: 13,2 sec
Peso: 1050 kg
  • Dados do motor retirados do manual do proprietário
  • Dados de desempenho da revista 4Rodas - dezembro de 1973

SS-4 1975

Combustível: Gasolina
Número de Cilindros: 4 em linha, 8 válvulas
Cilindrada: 2474 cm3
Taxa de Compressão: 7,0:1
Potência máxima liquida: 86 cv a 4600 rpm (potência líquida)
Torque máximo liquida: 18,6 kgfm a 2600 rpm (torque líquido)
Velocidade máxima: 161,4 km/h reais
Aceleração 0–100 km/h: 14,6 sec
Peso: 1043 kg
  • Dados do motor retirados do manual do proprietário
  • Dados de desempenho da revista 4Rodas - fevereiro de 1975

SS-6 1975

Combustível: Gasolina
Número de Cilindros: 6 em linha, 12 válvulas
Cilindrada: 4093 cm3
Taxa de Compressão: 7,0:1
Potência máxima liquida: 126 cv a 4400 rpm (potência líquida)
Torque máximo liquida: 28 kgfm a 2400 rpm (torque líquido)
Velocidade máxima: 172,2 km/h reais
Aceleração 0–100 km/h: 12,3 sec
Peso: 1146 kg
  • Dados do motor retirados do manual do proprietário
  • Dados de desempenho da revista 4Rodas - fevereiro de 1975

Motor 2.5 1976

Combustível: Gasolina
Número de Cilindros: 4 em linha, 8 válvulas
Capacidade de passageiros: de 5 para os de bancos separados a 6 lugares nos bancos inteiros
Cilindrada: 2474 cm3
Taxa de Compressão: 7,5:1
Potência máxima liquida: 82 cv a 4400 rpm (potência líquida)
Torque máximo liquida: 16,1 kgfm a 2400 rpm (torque líquido)
Velocidade máxima: 160,2 km/h reais
Aceleração 0–100 km/h: 14,6 s
Peso: 1094 kg
  • Dados do motor retirados do manual do proprietário
  • Dados de desempenho da revista 4Rodas - outubro de 1975

2.5 (151-S) 1976

Combustível: Gasolina
Número de Cilindros: 4 em linha, 8 válvulas
Cilindrada: 2474 cm3
Taxa de Compressão: 7,5:1
Capacidade de passageiros: de 5 para os de bancos separados a 6 lugares nos bancos inteiros
Potência máxima liquida: 86 cv a 4600 rpm (potência líquida)
Torque máximo liquida: 18,6 kgfm a 2600 rpm (torque líquido)
Velocidade máxima: 154,3 km/h reais
Aceleração 0–100 km/h: 14,2 sec
Peso: 1094 kg
  • Dados do motor retirados do manual do proprietário
  • Dados de desempenho da revista 4Rodas - outubro de 1975

4.1 1976

Combustível: Gasolina
Número de Cilindros: 6 em linha, 12 válvulas
Cilindrada: 4093 cm3
Taxa de Compressão: 7,5:1
Potência máxima liquida: 126 cv a 4400 rpm (potênca líquida)
Torque máximo liquida: 28 kgfm a 2400 rpm (torque líquido)
Velocidade máxima: 170,6 km/h
Aceleração 0–100 km/h: 12,4s
Peso: 1268 kg
  • Dados do motor retirados do manual do proprietário
  • Dados de desempenho da revista 4Rodas - novembro de 1975 (Comodoro Sedã)

2.5 a álcool - 1980

Combustível:Álcool
Número de Cilindros: 4 em linha, 8 válvulas
Cilindrada: 2474 cm3
Taxa de Compressão: 10,5:1
Potência máxima líquida: 86 cv a 4000 rpm
Torque máximo líquido: 19,1 kgfm a 2000 rpm
Velocidade máxima: 160,3 km/h reais
Aceleração 0–100 km/h: 13,9 sec
Peso: 1204 kg
  • Dados de desempenho da Revista 4Rodas - julho de 1980

4.1 a álcool - 1987

Combustível: Álcool
Número de Cilindros: 6 em linha, 12 válvulas
Cilindrada: 4093 cm3
Taxa de Compressão: 10,0:1
Potência máxima liquida: 135 cv a 4000 rpm (líquidos)
Torque máximo liquida: 30,1 kgfm a 2000 rpm (líquidos)
Velocidade máxima: 175,4 km/h reais
Aceleração 0–100 km/h: 11,5 sec
Peso: 1341 kg
  • Dados da revista 4Rodas - março de 1987

2.5 a álcool - 1986

Combustível:Álcool
Número de Cilindros: 4 em linha, 8 válvulas
Cilindrada: 2474 cm3
Taxa de Compressão: 11,0:1
Potência máxima líquida: 88 cv a 4000 rpm (líquidos)
Torque máximo líquido: 19,8 kgfm a 2000 rpm (líquidos)
Velocidade máxima: 160,7 km/h reais
Aceleração 0–100 km/h: 13,4 sec
Peso: 1234 kg
  • Dados de desempenho da Revista 4Rodas - março de 1986

2.5 a gasolina - 1990

Combustível: Gasolina
Número de Cilindros: 4 em linha, 8 válvulas
Cilindrada: 2474 cm3
Taxa de Compressão: 8,0:1
Potência máxima líquida: 82 cv a 4400 rpm
Torque máximo líquido: 17,1 kgfm a 2500 rpm
Velocidade máxima: 162,6 km/h reais
Aceleração 0–100 km/h: 13,0 sec
Peso: 1272 kg
  • Dados de desempenho da Revista 4Rodas - setembro de 1989

4.1 a gasolina - 1991

Combustível: Gasolina
Número de Cilindros: 6 em linha, 12 válvulas
Cilindrada: 4093 cm3
Taxa de Compressão: 8:1
Potência máxima líquida: 121 cv a 3800 rpm (líquidos)
Torque máximo líquido: 29 kgfm a 2000 rpm (líquidos)
Velocidade máxima: 170,3 km/h reais
Aceleração 0–100 km/h: 12,5 sec
Peso: 1350 kg
  • Dados de desempenho da Revista 4Rodas - setembro de 1991

4.1 a álcool - 1991

Combustível: Álcool
Número de Cilindros: 6 em linha, 12 válvulas
Cilindrada: 4093 cm3
Taxa de Compressão: 10:1
Potência máxima líquida: 140,4 cv a 4000 rpm (líquidos)
Torque máximo líquido: 30,1 kgfm a 2000 rpm (líquidos)
Velocidade máxima: 175,3 km/h
Aceleração 0–100 km/h: 11,5 segundos
Peso: 1380 kg





O "pai" do Opala: Opel Rekord      


A História do Opel Rekord vinha desde 1953, sendo que ele sofreu várias mudanças até chegar ao ano de 1962.

Em 1963 foi lançado o Opel Rekord A. Em 1965 ele foi novamente reestilizado, lançado como modelo B. Mas a evolução não pararia por aí.

Em 10 de setembro de 1966, após novas mudanças, a Opel lançava o Rekord C, cujo projeto originou o nosso Opala. O Rekord era disponível em três versões de carroceria: Sedan de duas ou quatro portas, o Cupê e a Perua (que em 1976 originou nossa Caravan), de três ou cinco portas.
Inspirado na escola de estilo ditada pela GM americana na década de 1960, o novo Opel Rekord foi apresentado à imprensa européia em agosto de 1966. Assim como o Chevrolet Camaro, lançado em setembro daquele ano, o Rekord C tinha laterais com design em forma de cintura afilada, recurso que, nos EUA, ganhou a denominação “Coke bottle” – por guardar certa semelhança com a garrafa do famoso refrigerante.



Com faróis retangulares, pequenas lanternas traseiras e estofamento inspirado no da linha Impala americana, o Rekord C era oferecido ao público nas versões cupê de duas portas, sem coluna, sedã de duas ou quatro portas, além da station de três ou cinco portas – incluindo o furgão Lieferwagen. Houve ainda, por iniciativa de encarroçadores particulares, a montagem de alguns protótipos conversíveis (sendo que essa versão jamais foi produzida pela fábrica).
Uma das grandes melhorias na mecânica foi a adoção de molas helicoidais no eixo traseiro substituindo os antiquados feixes de mola. Os motores disponíveis, de quatro cilindros em linha, eram o 1500, 1700, 1700 S e 1900 S com, respectivamente, 58, 60, 75 e 90 cv. Em março de 1967, a Opel passou a oferecer para os modelos mais luxuosos o motor de seis cilindros em linha com 2.200 cm³ e potência de 95 cv. As caixas de câmbio, de três ou quatro marchas, eram manuais. Opcionalmente e somente para as versões com motores1900 e 2200, havia a versão automática.


Ainda em 1967, foi lançada a versão esportiva Sprint, que se destacava pelas faixas decorativas, rodas esportivas e outros detalhes. O Sprint tinha motor 1900 de 106 cv – aumento de potência obtido com a utilização de dois carburadores de corpo duplo. Na mesma época surgiu o Commodore A, um Rekord C mais luxuoso, com grade do radiador mais imponente, teto de vinil e acabamento requintado. Por ser o modelo de prestígio da linha, o Commodore só era vendido com motores de seis cilindros, incluindo o novo propulsor 2500 de 115 cv (potência que, ao longo dos anos, evoluiria para 130 e 150 cv).
Em 1968, os motores 1500 e 1700 passaram a desenvolver, respectivamente, 60 e 66 cv. Tempos depois, em 1970, a Opel passou a oferecer um novo motor de seis cilindros, com 2.800 cm³ e 145 cv. Nesta mesma época, o Rekord C já fazia sucesso não só na Europa, mas também na África do Sul, América do Norte e América do Sul, sendo comercializado com a denominação Ranger na África, Opel Rekord no Uruguai, Opel Olímpico no México e Chevrolet Opala no Brasil.
Mas a Opel já estava trabalhando no substituto do Rekord C, que deixou de ser produzido na Alemanha em dezembro de 1971, acumulando um total de 1.274.362 unidades e mais 156.497 do Commodore A. Em 1972, foi lançado o Rekord D, com linhas retas e que, na versão 2100 D, fez da marca uma das pioneiras na produção de automóveis com motores a diesel. Cinco anos depois, o Rekord D deu lugar ao novo Rekord, ocasião em que a Opel abandonou a utilização de letras para especificar a série. O novo Rekord foi fabricado até 1986, quando foi sucedido pela primeira geração do Omega.



Além do Rekord, o Opala também tem outros primos espalhados pelo mundo. Vejam o Opel Olímpico, do México:


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